segunda-feira, 4 de março de 2013
“O professor tem que fazer um trabalho contraideológico, tentando fazer da escola um lugar melhor.”
sábado, 22 de dezembro de 2012
Já que o mundo não acabou
sábado, 26 de maio de 2012
O anti-facebook está condenado a vagar sem sossego sob o teto daquela velha esquina
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Chomsky: uma educação para o conhecimento, a criatividade e a luta contra a opressão
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
A Balaiada no sertão: a pluralidade uma revolta


Durante a II Mostra Científica do Maranhão, realizada
Na terça, 18, enquanto divulgava o seu livro no estande da Fapema (Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão), tive a oportunidade de conversar com a professora.
Com muita simpatia, Sandra falou sobre a “efervescência em torno do tema” Balaiada. O seu livro foca o cenário da luta: o sertão maranhense.
A Balaiada foi um movimento (1838-1841) que colocou, de um lado escravos e sertanejos pobres e, de outro, donos de escravos, latifundiários, grandes comerciantes, o governo da província e o governo federal.
Apesar de a Balaiada contar “em sua composição, com uma maioria de pessoas provenientes das camadas sociais mais humildes da população maranhense”, Sandra Regina lembra a “apropriação ideológica do movimento”: para defender seus interesses, os liberais utilizam a força da Balaiada. Contudo, quando o movimento se radicaliza, estes mesmos liberais apresentam-se como não tendo nenhuma afinidade com os balaios e colaboram com a repressão.
Esta apropriação ideológica dos movimentos populares e a traição aos seus ideias por parte de elementos vendidos às classes dominantes é uma das grandes lições da Balaiada, presentes em vários momentos das lutas de classes.
O livro pode ser adquirido com a própria autora, pelo e-mail: sandramoicana@yahoo.com.br
Sandra Regina é graduada em História pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), especialista
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Cenário Digital
Apresentação realizada para o Curso "Mídias na Educação" que agora disponibilizo para os leitores do blog:
http://www.pageflip-flap.com/read?r=irQQzS6EvatT5vIwAin#/cover
quarta-feira, 30 de março de 2011
A educação pela greve
Apesar de ser um direito constitucional, a mídia burguesa costuma retratar a greve como algo imoral. Os grevistas são geralmente apresentados como pessoas desalmadas, que não se importam com aqueles que deles dependem. Se a greve for na educação, nem se fala: os professores são tratados como criminosos, que não ligam para os alunos, para o ano letivo, etc., etc.
É comum também a grande mídia ignorar a existência de uma greve, como se o fato de milhares de trabalhadores estarem de braços cruzados não tivesse maiores implicações na sociedade e não representasse notícia relevante. Em vez disso, a mídia dedica matérias sobre o casamento ou a separação de algum famoso ou outras baboseiras, pois distrai o povo, levando-o a esquecer seus reais problemas.
Uma greve não se decide na mesa de um juiz, pois ela é a expressão dos sentimentos e aspirações de uma categoria profissional – e não reflexo de uma mera canetada de um intérprete da lei. Tentar criminalizar uma greve é um gesto de desespero dos que sentem saudades da ditadura e não se habituaram à convivência democrática.
Toda greve é um ato educativo. Quando educadores deixam de dar aula para fazer greve, eles não estão se omitindo do seu trabalho. Pelo contrário: estão defendendo condições dignas, para que o trabalho seja feito com motivação e prazer. Mais do que isso: estão mostrando aos seus alunos que a educação não acontece só em sala de aula (aliás, às vezes, a sala de aula é um disfarce para que se imagine que a educação esteja acontecendo). Se não mostrarmos aos alunos que eles podem e devem intervir na realidade, procurando torná-la mais digna à existência humana, para que serve estarmos todo dia na sala de aula?
Mais do que meras palavras, com o exemplo da greve os educadores estão dizendo aos alunos que ser cidadão é exigir respeito e melhores condições de vida – esperando assim que das carteiras escolares não saiam seres cabisbaixos, mas homens e mulheres que tenham a coragem de exercer sua liberdade de pensamento e de ação.