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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Uma semana de reflexões, muita arte e produção de materiais pedagógicos para o PNAIC

De terça, 09, a sábado, 13, Orientadores de Estudos do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa de 37 municípios maranhenses encontraram-se para a Formação Inicial dos Orientadores de Estudo do Polo de Santa Inês.
Foi uma semana de reflexões, muita arte e produção de materiais pedagógicos para as ações do Pacto nos município que compõem o polo de Santa Inês (Pio XII, Santa Inês, Santa Luzia, São Luís Gonzaga, Satubinha, Vitória do Mearim, Vitorino Freire, dentre outros). Abaixo, fotos da Formação.











































quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A beleza da matemática


Mostrar que a matemática não é um bicho de sete cabeças - essa é a razão de Poematemáticos ter sido escrito. Os poeminhas do livro brincam com números e palavras, estabelecendo entre eles uma relação de sons e sentidos, almejando que as crianças descubram poesia na matemática e a vejam, assim, como uma ciência amiga no longo caminho que têm a trilhar.

Um livro a quatro mãos

Quantos pais têm a felicidade de escrever um livro a quatro mãos, tendo o filho como colaborador? Poucos. Eu estou entre esses privilegiados. O livro conta com lustrações feitas pelo meu filho Gilcênio Vieira Júnior, as quais dão ao livro a graça necessária para aproximar o leitor iniciante.
Poematemáticos está à venda no Clube de Autores: http://www.clubedeautores.com.br/.
O livro terá lançamento em Pio XII e em São Luís, ainda este ano.

Poematemáticos, de Gilcênio Vieira e Gilcênio Vieira Jr.
Editora: Clube de Autores
Nº de páginas: 36
Edição: 1 (2014)
Formato: A4 210 X 297
Coloração: Preto e branco
Acabamento: Brochura s/ orelha
Tipo de papel: Offset 75g


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Noite de autógrafos do livro "Histórias exemplares: para serem lidas na escola"


Na noite de sábado, 06, no Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Pio XII, fiz o lançamento do meu livro de contos “Histórias Exemplares: para serem lidas na escola”.
O lançamento teve ainda a apresentação musical do meu filho Gilgammés Souza, com um repertório muito legal de pop, rock e MPB.
Estou muito feliz com a noite de autógrafos. Agradeço o carinho do público, o apoio dos amigos, os elogios dos leitores e, claro, a energia positiva da minha família.
O livro pode ser adquirido no site do Clube de Autores, em versão impressa ou digital, pelo link: http://www.clubedeautores.com.br/book/138629--Historias_Exemplares. Para comprar pela Internet é preciso se cadastrar no site.
“Histórias Exemplares” foi escrito no ano passado. São dez contos que evidenciam o cotidiano das cidades do interior do Brasil em confronto com a desagregação familiar, a migração, o sonho de dias melhores. O universo escolar está presente nas histórias, seja como cenário principal ou de maneira indireta.  
Espero que o livro seja apreciado principalmente pelos nossos jovens, que possam gostar dos contos e se sintam estimulados a buscar outros livros, outras leituras.
Para que os não puderam comparecer na noite de autógrafos, o livro será apresentado e vendido em outros eventos.
  

segunda-feira, 4 de março de 2013

“O professor tem que fazer um trabalho contraideológico, tentando fazer da escola um lugar melhor.”



No dia 02 de fevereiro concedi essa entrevista a um grupo de alunos do curso de Ciências Naturais, da Universidade Federal do Maranhão, para apresentação de trabalho na disciplina Fundamentos da Educação:

PERGUNTA: Você acredita que a educação possa resolver o problema da marginalidade no Brasil?
RESPOSTA: Não. De maneira cabal, completa e resoluta... Não. [A educação] pode contribuir e diminuir esses índices de desigualdade, mas como a questão da marginalidade tem origem na estrutura desigual da sociedade capitalista, baseada em princípios de lucro e mais valia, onde sempre haverá em uma ponta, exploradores e na outra, explorados, a educação não pode resolver definitivamente o problema da marginalidade.
PERGUNTA: E na região Nordeste, como o senhor acredita que acontece a marginalidade e como, de acordo com o seu pensamento, ela pode ser resolvida?
RESPOSTA: A região Nordeste, ela aparece como uma das mais desfavorecidas educacionalmente. A relação disso tem menos a ver com a educação do que com a questão econômica. Nosso país vive um desenvolvimento desigual e com sérios problemas regionais. Vemos o Sul e o Sudeste que são mais desenvolvidos que o Norte e o Nordeste. Por quê? Exatamente porque no Sul e no Sudeste houve um processo de industrialização mais cedo.
PERGUNTA: E com relação ao estado do Maranhão, que a gente vive atualmente, veem-se aí novas politicas educacionais sendo lançadas. O senhor acredita que elas possam resolver o problema da marginalidade?
RESPOSTA: O estado do Maranhão é outro exemplo. O Maranhão não tem uma política de estado específica para a educação. Ainda se faz necessário mudar muitas coisas no estado do Maranhão em relação à educação. [É preciso] tratar a educação com seriedade e desenvolver politicas de estado.
PERGUNTA: No caso do estado do Maranhão, continuando a falar da educação do nosso estado, o senhor acha que um programa voltado totalmente para reformular as politicas desses projetos resolveria o problema que acontece em nossa educação?
RESPOSTA: A resolução passa pela articulação de politicas nacionais, existem alguns programas... que no Maranhão podem resolver alguns desses problemas, mas pra isso é preciso acontecer a valorização do profissional de educação, é preciso tratar a questão com transparência, é preciso articular com outros setores sociais, enfim, é necessário uma articulação com políticas nacionais e tratar [a educação] com seriedade e de forma democrática [...].
PERGUNTA: E no município de Pio XII, onde você está inserido como profissional da educação, como você vê a questão da marginalidade e essa relação entre marginalidade e educação, bem como politicas educacionais para resolver essa questão?
RESPOSTA: Bom, Pio XII fica incluída nessa reflexão geral, nessa relação entre um estado onde a educação não é prioridade e um país onde o desenvolvimento regional é completamente desigual. Pio XII se insere nessa análise; os nossos indicadores também são bastante adversos. O índice de desenvolvimento da educação básica em Pio XII é inferior ao índice maranhense e a média do Maranhão está muito aquém da média brasileira.
PERGUNTA: O senhor acredita que levar a família e a sociedade para a escola resolveria o problema da marginalidade?
RESPOSTA: Nós [professores] acreditamos que melhora, que há uma elevação do nível cultural e do capital humano desses alunos; há uma elevação, mas não a resolução do problema [marginalidade].
PERGUNTA: Em outro momento de sua obra, Saviani fala que a escola, em um dado momento histórico, passou a ser instrumento da burguesia para se autofavorecer. O senhor acredita nessa colocação?
RESPOSTA: Eu acredito. E os professores acabam servindo de instrumento dessa representação ideológica da escola [...].
PERGUNTA: Professor Gilcênio, para a gente concluir, ficou bem claro, pelos seus pontos de vista, que a educação não só não consegue resolver o problema da marginalidade, como ela é um dos causadores ou financiadores para que essa marginalidade continue, que ela exista, ou seja, que exista a desigualdade. Mas assim, o senhor tem uma esperança, uma visão para o futuro, da educação com relação a essa questão da exclusão, da marginalidade, das diferenças socioeducacionais que existem dentro da escola, onde existem privilegiados em detrimento de outros. Qual a sua visão para o futuro, tanto na educação como nessa questão da marginalidade?
RESPOSTA: Pois é, diante de tudo isso, dá-se a impressão de que a educação não serve para nada, mas veja só, a educação serve sim, serve exatamente para que você faça esses esclarecimentos devidos e conscientize os alunos do que de fato acontece, de toda essa ideologia sub-reptícia, implícita, não é descarada. Para você entender que ideologia é essa, realmente você tem que fugir um pouco da padronização do que diz esses documentos oficiais e conhecer essa história por trás. Nosso trabalho é esse, o trabalho do professor é dizer: “Olha por detrás dessa ideia de competência tem isso, não vão se deixar enganar achando que vocês serão os ‘maiorais’” ... Ao mesmo tempo, nós, professores, devemos desenvolver uma profunda responsabilidade de passar os conteúdos, que todo aluno, principalmente da escola pública, tem direito a aprender, conhecer a matemática, a língua portuguesa, a geografia, a história, a biologia, enfim, eles têm esses direitos básicos e nem sempre isso acontece no dia-a-dia. O trabalho do professor é: vocês precisam conhecer isso, para que vocês se tornem cada vez mais humanos, para que possamos cada vez mais subir na nossa escala evolutiva, mas ao mesmo tempo nós precisamos dizer... “Nosso sistema educacional foi feito para excluir alguns ou vários de vocês.” Então, é uma combinação de tudo isso. O professor tem que fazer um trabalho contraideológico, dentro da escola, tentando fazer da escola um lugar melhor.

Entrevista: Kairon Bruno Silva Cruz
Edição de áudio: Daciano Ambrosio Santos Vieira & Antonio Lucas Holanda Da Silva
Transcrição: Kairon Bruno Silva Cruz, Sara Sabrina Cirilo Vieira e Tatiana Da Conceição Dias
Produção: Odeninilson Dos Santos Carvalho & Tatiana Da Conceição Dias

sábado, 22 de dezembro de 2012

Já que o mundo não acabou



Já que o mundo não acabou, fui fazer poesia...


Já que o mundo não acabou
Um poema-brincadeira sobre o fim do mundo
Gilcênio Vieira Souza

Já que o mundo não acabou
Jogue fora essa arrogância
Desembolse sua dor
E reviva o bom da infância.

Já que o mundo não acabou
Não queira mais ser o tal
Veja no neto o avô
E em cada humano um igual.

Já que o mundo não acabou
Saia dessa indiferença
Sorria para o amor
E para o gesto de uma criança.

Já que o mundo não acabou
Não pratique a hipocrisia
Seja você, não um robô
Nem um “vai-com-os-outros, Maria”.

Já que o mundo não acabou
Se lhe pedem esperança, dê.
Sinta horror diante do horror
Não trabalhe pra morrer.

Já que o mundo não acabou
Dance agora aquele tango
Componha um samba de amor
E chame os amigos pra o rango.

Já que o mundo não acabou
Deixe de alienação
Esqueça o que a TV mostrou
Não puxe o saco do patrão.

Já que o mundo não acabou
Assista aos filmes do Chaplin
Ria e chore sem pudor
Reconte-os tintim por tintim.

Já que o mundo não acabou
Aprenda a gostar de poesia
Leia Pessoa, Quintana, Bashô
Espalhe seus versos pelo dia-a-dia

Já que o mundo não acabou
Saiba que ele pode acabar
O lema que o capitalismo criou
É: “meu lucro em primeiro lugar”.

Por isso, já que ele não acabou
Lute por um mundo sem opressão
Combata os que infligem a dor
E manipulam a informação.

Já que o mundo não acabou
Eis a chance de um novo fim:
Não agora, não na base do terror
Mas com vida digna para todos, enfim.

Pio XII, Maranhão, 22/12/2012, 11:53.